12 maio 2011

As mulheres estressadas de hoje

Outro dia descobri que um número assustador de amigas está tomando remédios para ansiedade, depressão, insônia, etc, etc.

Daí me dei conta de como temos muito mais pressão em nossa vida do que, por exemplo, quando minha mãe tinha 30 anos.

Ela não precisava fazer três pós pra conseguir um bom emprego, não precisava trabalhar 12h por dia pra provar que é boa profissional, que tem ambição e que "veste a camisa" (de força?) da empresa, não precisava ter um corpo anti-naturalmente magro, não precisava criar os filhos segundo as mais recentes descobertas da psicologia, não precisava ser "sarada" e saber mil artimanhas na cama pra agradar o marido, e como a maioria naquela época, ela tinha uma empregada quase da família que cuidava das obrigações domésticas, ela tinha também irmã e/ou mãe que não trabalhavam e davam uma mãozinha com as crianças quando ela precisava, ela tinha um marido que cumpria com a parte dele, seja qual fosse o acordo pré-estabelecido entre eles... O que mais?

Não estou questionando se era mais feliz ou realizada do que nós, hoje, mas certamente não era tão estressada... Que filhos criaremos nessas circunstâncias?

E aí me lembrei da Mari, que parou de trabalhar pra criar sua filha, e de como as mulheres que fazem essa opção ainda são aberta ou veladamente criticadas pelas outras...

(Esse foi um post breve que fiz no Facebook, e minha querida arquiteta assistente me sugeriu colocar aqui.)

23 setembro 2010

A Emoção da Constelação

Há muito tempo eu queria fazer Constelação Familiar. Mas tudo tem seu tempo certo, e ainda não tinha surgido a oportunidade ideal. A verdade é que querer é poder, e no momento em que a vontade foi mais forte que a insegurança, as coisas começaram a acontecer. Mudanças, pequenas mudanças, que foram se somando, em sequência, mostrando que o caminho definitivamente estava mudando de rumo, tomando a direção que há tanto tempo eu sonhava. Ainda estou a caminho, mas agora vou mais segura, mais convicta de que chegarei onde quero. Mais tranquila, em paz com os meus desejos, que agora aceito como legítimos.


Como o próprio nome diz, a constelação é para tratar de problemas em nossa história familiar. Traumas, ausências ou bloqueios experimentados por nossos pais, avós ou bisavós. Situações mal resolvidas que herdamos, e que nos sentimos compelidos a solucionar, repetindo velhos erros sem saber nem mesmo por quê. Carregando sobre nossos ombros e subconscientes responsabilidades ignoradas.

Olhando para trás, fica até difícil dizer onde começaram as mudanças, pois elas começaram suaves, quase imperceptíveis, e foram crescendo até se fazerem notar com clareza. Várias vezes, ao longo da minha vida, quando me sentia inquieta, ansiosa, recebia a mensagem de que são “bem aventurados os aflitos”. Como assim? Claro! Quem está confortável fica acomodado e não muda, não cresce, não evolui. A inquietude, a insatisfação é que, vivenciadas sadiamente, nos levam a tentar alcançar novos patamares.

E finalmente chegou o meu momento... O reencontro com uma antiga amiga, Cecília, que por sinal foi a melhor taróloga que já consultei, e que agora trabalha em Recife com Body Talk. Essa é outra terapia que há tempos eu procurava no Rio, pra continuar o tratamento que fazia em Itaipava com minha amiga Cris Farah. Abro um parêntese - com minha mente feminina multitarefa, desculpem-me homens focados :) - para dizer que conheço um excelente terapeuta de body talk no Rio, Michel Levy, mas por alguma razão simplesmente não tinha acontecido de me tratar com ele.

Então, voltando ao eixo da história... Fiz uma sessão de body talk com a Cecília quando ela esteve no Rio. O meu inato (como é chamado o ser superior, superconsciência, etc, no body talk) indicou como necessidade principal tratar das questões de relacionamento, traumas que geraram bloqueios no meu campo energético desde a época da separação. E recomendou a Constelação Familiar.

Por indicação da Cecília, fui finalmente fazer minha constelação familiar com a psicóloga Denise Bittencourt. Foi uma experiência fantástica. Eu nunca tinha sequer assistido a uma constelação de outra pessoa, então a minha idéia sobre o processo era muito vaga. A descrição é simples, mas não traduz a força da vivência na prática.

Na constelação familiar, você escolhe pessoas na assistência para representarem os membros de sua família, incluindo você, na dinâmica. Posiciona essas pessoas no ambiente como quiser, de pé, sentadas, de frente umas para as outras, de costas, de lado, perto, longe. A partir daí, a terapeuta, baseada em sua experiência, conhecimento e intuição, vai remanejando esses personagens e perguntando como se sentem uns com os outros, até chegar ao ponto chave do problema que se quer resolver. A reestruturação do sistema familiar, quando possível, é feita a partir dos antepassados em direção aos descendentes.

Sempre que leio relatos na internet, fico doida pra saber os detalhes pessoais. Mas hoje, não vou poder satisfazer a curiosidade de pessoas como eu. Não dá pra dar detalhes quando há outros envolvidos, familiares que nem sabem que eu participei dessa “terapia”. Mas posso contar como me senti, e como os participantes se sentiram...

Os sentimentos e os modos de se relacionar das pessoas da família são reproduzidos com uma veracidade impressionante. Os participantes não conheciam nenhum detalhe do meu “drama”, e até se espantavam com as situações que se apresentavam. Foram necessárias algumas reestruturações até que conseguíssemos chegar a uma solução, que envolveu os antepassados, de geração em geração, tomando para si novamente cargas que haviam deixado pesando sobre seus descendentes.

Durante a maior parte do tempo, eu estava com um aperto no peito, um tremor interno, e também medo de que não encontrássemos uma solução para aquele problema. Sim, é importante saber que nem todos os sistemas familiares podem ser alterados pela constelação. Algumas vivências cármicas não podem ser evitadas, ao menos naquele momento específico. Mas quando meu “pai” aceitou receber em suas mãos o peso que eu carregava, senti um grande alívio (mas não total). Era muito interessante perceber que o meu personagem sentia quase tudo que eu sentia, parece mágica!

Quando meu “avô” aceitou receber em suas mãos o peso que meu pai carregava, e também o peso de toda a família, o alívio foi enorme, e me emocionei muito! Claro que chorei. Pelo que já ouvi dizer, a maioria chora. Não é nenhuma surpresa, pois se você tem um problema grande a ponto de te fazer buscar a constelação, é natural emocionar-se quando sente ter encontrado uma solução ou um alívio.

Quando achei que já tínhamos acabado a vivência, senti vontade de fazer novos comentários, que me levaram a uma dinâmica com a minha “mãe”. E neste momento chorei de soluçar, mas com um sorriso de alegria no rosto, leve, leve...

Durante os comentários e explicações após a vivência, meu nariz começou a sangrar muito, com alguns coágulos. Não me assustei, pois percebi que fazia parte de algum desbloqueio, como algo que precisava ser expurgado. Associei isso ao fato do meu avô ter morrido do coração, e senti que estava naquele momento me livrando, pelo nariz, de coágulos que poderiam me levar a ter o mesmo destino dele algum dia. Também me lembrei de que o meu filho do meio costuma ter muitos sangramentos pelo nariz, e percebi como isso refletia o peso da herança familiar que ele já estava tomando para si. Tenho certeza de que agora, seus sangramentos vão parar, ou pelo menos diminuir substancialmente.

Fiz a constelação ontem, e hoje me sinto um pouco “no ar”. Acho que ainda estou me adaptando a essa nova configuração energética. E tenho que ficar atenta para não me manter viciosamente na frequência vibratória antiga. Mas não é tão difícil, pois uma vez estando leve, logo percebo se algum peso tenta se pendurar novamente, e basta uma respiração lenta e profunda para recuperar a alegria.

Sim, estou disposta a mudar, e não vou parar por aqui! Me aguardem!


Tem constelação familiar com a Denise no dia 2 de outubro, sábado, às 15h, em Copacabana. Quem quiser experimentar, pode entrar em contato com ela: denbitt@gmail.com

mãe.de.três de volta ao blogger

A boa mãe à casa torna!

Após um longo período morando no Wordpress, mãe.de.três está de volta ao Blogger. Nosso endereço válido agora é:

http://maedetres.blogspot.com/

Para receber nossas atualizações (feeds) por e-mail ou pelo seu leitor de feed preferido, o endereço continua sendo:
http://feeds.feedburner.com/maedetres

Todos os artigos e comentários foram transferidos para este blog. Espero que meus queridos amigos continuem participando!

Daqui a pouco, mãe.de.três dará à luz um novo artigo, fresquinho e interessantíssimo.

Beijos,
Aline

22 agosto 2010

Amor Companheiro

Quantas pessoas nesse mundo nunca passaram pela experiência de um amor companheiro? Acho que esse é um drama universal... As pessoas casam, separam, namoram, buscando essa experiência de compartilhar. Muitas não encontram, nisso esse mundo é meio difícil. Mas acho que poucos desistem. Acho que é um desejo primordial...

Amor CompanheiroSerá que esse ideal romântico moderno de ter tudo numa pessoa só, quase perfeita, dificulta essa experiência? O psiquiatra Francisco Daudt da Veiga (de quem sou super fã) tem um livro com esse nome (O Amor Companheiro, a amizade dentro e fora do casamento), e ele diz que pode existir amor companheiro entre amigos. Sim! Que bom! Acho que não vou desistir de encontrar um amor companheiro que possa ser também um parceiro romântico, mas é bom pensar que podemos experimentar o amor e o cuidado de outras maneiras...

Eu me encontro no grupo dos que nunca encontraram um amor companheiro num relacionamento a dois. Mas tenho que agradecer a Deus por possuir amores companheiros na forma de amigos.

O povo lá de cima deve dizer: mas essa gente lá de baixo não se contenta, fica querendo tudo de uma vez! :D

Então, eu ouço o puxão de orelha vindo lá do alto, e penso em como é uma bênção ter com quem compartilhar minhas grandes descobertas, minha evolução, os livros que acho fantásticos. Amigos que, como eu, estão interessados em evoluir, em se conhecer, em se abrir para os sentimentos. Amigos que, quando não sabem o que dizer, dizem simplesmente: não sei como posso te ajudar agora, mas vou encontrar uma maneira!

Não vou dar o nome dos meus grandes amigos/amigas por que não precisa, eles sabem. E sinto que outros surgirão, já estão a caminho. Por enquanto, alguns são "apenas" amigos, mas tem grande potencial para se tornarem amores companheiros, basta que saibamos nutrir a semente.

Ah, e então sonho com o dia em que todo o nosso planeta vai estar transformado, e a ética do cuidado* será o novo padrão nas relações. "Imagine all the people..."

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* O livro "Saber Cuidar", de Leonardo Boff, me foi emprestado pela terapeuta reichiana Isabel Cristina Giese, outra grande pessoa que Deus colocou no meu caminho. Prometo que um dia devolvo!

27 junho 2010

Baco - Nova Temporada

Após um primeiro semestre meio irregular na prática do flamenco... grandes emoções alternadas com períodos "mornos" por conta do excesso de trabalho, há algumas semanas voltei a ensaiar em ritmo intenso com a companhia. É que em julho a Cia Garcia de Danza, do meu querido mestre Rodrigo García, estará se apresentando no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro. É uma honra nos apresentarmos lá, pois é feita uma seleção pela Secretaria de Cultura com os que são considerados melhores. Uau!

Espetáculo Flamenco com a Cia García de Danza, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, 23 a 25 de julho de 2010

Momento oportuno pra esclarecer aos que eventualmente me honrarem com sua nobre presença no espetáculo ;) , que não sou uma bailaora profissional. A companhia sim, é profissional, e o Rodrigo sabe extrair o melhor de cada um de nós. Uma das coisas que ele nos ensina é que, no flamenco, a interpretação é fundamental. Não adianta ter a técnica perfeita dos movimentos, sem expressar essa emoção intensa que arrebata a todos que assistem ou bailam o flamenco.

Embora o flamenco pra mim seja um hobby, sem pretensões profissionais (isto é, de retorno financeiro), não consigo me contentar com mais ou menos em nada. Se me proponho a fazer qualquer coisa, é sempre pra me dedicar muito. E isso tem aspectos positivos e negativos, claro.

Bem, esse post é breve pois, como disse outro dia no Facebook, a vida real anda muito possessiva, e não está deixando muito tempo livre para a minha vida virtual. Coloco aqui uma foto da estréia do Baco, no Teatro Ipanema, em 2009, pra vocês já irem tomando o gostinho.

Baco, o Deus do Vinho. Um espetáculo flamenco. Teatro Ipanema, dezembro de 2009

E num post anterior, tem o vídeo anexado com alguns trechos do espetáculo.

Pra quem não vê a imagem acima com as informações, o espetáculo será
Dias 23 e 24 de julho de 2010 às 19h
Dia 25 de julho de 2010 às 17h
Teatro Angel Vianna - Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro
Rua José Higino, 115 - Tijuca

E pra quem chegou até aqui, a cereja do pudim: me diverti horrores com o Buzz Lightyear em versão espanhola dançando flamenco no novo Toy Story 3. Dá só uma olhada:







Adiós, muchachos!